Nesse site são apresentados trechos do depoimento individual de personagens, que não foram contemplados no DVD e/ou no documentário, parte integrante do PROJETO "SULTAQUE - IDENTIDADE CULTURAL - SOTAQUE CURITIBANO"

 

 

MARLUS BERTOLLI

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O texto a seguir foi  publicado originalmente no livro "Sultaque - Identidade Cultural - Sotaque Curitibano"

Todos os direitos reservados. Autorizada a cópia de parte ou totalidade da obra desde que citada a fonte.

 

Zilá Maria Walenga Santos

 

Sotaque curitibano

 

            Marlus, neto de Flora Madalosso, contou orgulhoso que se sente o próprio curitibano nato e demonstra isso claramente no seu modo de falar e se expressar. É um jovem nascido em Curitiba a quem se pode atribuir todas as características de regionalidade e sotaque curitibanos, apesar de sua criação em uma família com origens italianas que ainda preservam a cultura da língua pátria de seus antepassados.

            Ele lembrou que a avó ainda fala o dialeto tirolês perfeitamente e o seu português traz um sotaque bastante “puxado”, demonstrando nitidamente sua origem étnica, e que a diferença no modo de falar entre eles é notável, não só no sotaque, mas também no vocabulário, mais especificamente em relação às expressões populares e na nominação de objetos, utensílios, comida, entre outros – a avó e os demais membros da família das primeiras gerações ainda usam as referências do vocabulário pátrio; já Marlus e os demais membros mais jovens da família aprenderam a denominação na língua portuguesa. Ele revelou que, às vezes, essas diferenças causam pequenos conflitos.

 

Preservação da cultura

 

            Marlus estudou e se formou em escolas de Curitiba. Ele destacou que não fala a língua pátria dos seus antepassados porque se envolveu plenamente nos estudos aplicados todos em língua portuguesa. Mas lamenta não ter se dedicado ainda ao aprendizado da língua italiana, à qual futuramente pretende se dedicar, justamente pelo entendimento que tem sobre a importância da preservação da cultura trazida pelos imigrantes, que não deve se dissipar com o tempo.

            Marlus disse que “curte” muito a cultura presente na cidade de Curitiba e as atividades culturais promovidas pela comunidade italiana de Santa Felicidade.

 

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