Nesse site são apresentados trechos do depoimento individual de personagens, que não foram contemplados no DVD e/ou no documentário, parte integrante do PROJETO "SULTAQUE - IDENTIDADE CULTURAL - SOTAQUE CURITIBANO"

 

 

JÉSSICA REBERT TULIO

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O texto a seguir foi  publicado originalmente no livro "Sultaque - Identidade Cultural - Sotaque Curitibano"

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Zilá Maria Walenga Santos

 

JÉSSICA REBERT TULIO

Descendente de 4ª geração de imigrantes italianos, 22 anos

 

Preservação da cultura

 

            Jéssica é descendente de italianos, neta de Belém Bortolo Túlio. É diretora cultural do Coral Folclórico de Santa Felicidade e busca, por meio de ações e atitudes, preservar a cultura que herdou dos seus pais e avós, que por sua vez também preservaram a cultura dos seus antepassados.

            Ela relatou o distanciamento dos jovens em relação à preservação da cultura dos mais antigos, pois há grande oferta de tecnologia e diversificadas modalidades culturais e musicais existentes na atualidade, o que naturalmente incentiva e motiva os jovens a deixar “as coisas mais antigas” de lado. Lembrou que em sua família ela é a única jovem que participa do coral.

            Desde pequena, Jéssica já participava do Coral Infantil de Santa Felicidade. Mas, com o tempo, o grupo foi ficando sem espaço para ensaios e, aos poucos, muitos dos jovens que participavam seguiram outros caminhos. Ela lamenta muito a saída dos colegas e gostaria que todos gostassem tanto da música italiana como gosta.

            Entre as ações que empreende em busca da manutenção e preservação do folclore, cita o apoio que o coral recebe da Fundação Cultural de Curitiba – Regional Santa Felicidade, que insere o grupo em alguns eventos na cidade.

            Ainda assim, o coral e os membros precisam evoluir e crescer, pois é uma das mais fortes representações da cultura italiana em Curitiba, além dos grupos de danças folclóricas. Jéssica gostaria muito que os jovens voltassem mais o olhar sobre as questões da preservação da cultura antiga trazida pelos imigrantes, para que ela não se perca com o tempo.

            Para ela, os jovens podem conhecer o passado cultural e histórico de suas famílias e de sua etnia e, ao mesmo tempo, contribuir e participar das demais atividades culturais e sociais do presente.