Nesse site são apresentados trechos do depoimento individual de personagens, que não foram contemplados no DVD e/ou no documentário, parte integrante do PROJETO "SULTAQUE - IDENTIDADE CULTURAL - SOTAQUE CURITIBANO"

 

 

ALEXSANDRO TULIO

CORAL FOLCLÓRICO ITALIANO DE SANTA FELICIDADE   

 

O texto a seguir foi  publicado originalmente no livro "Sultaque - Identidade Cultural - Sotaque Curitibano"

Todos os direitos reservados. Autorizada a cópia de parte ou totalidade da obra desde que citada a fonte.

 

Zilá Maria Walenga Santos

 

Alexsandro Túlio

Descendente de italianos

Presidente do Coral Folclórico Italiano de Santa Felicidade

 

            O Coral  Folclórico Italiano de Santa Felicidade, teve seu início em 1945, e naquela época somente homens participavam do grupo. Se apresentavam nas festas italianas em Santa Felicidade, principalmente na Festa da Uva, e se apresentavam em cima de um caminhão, onde tinha um palco montado, em regiões próximas a Igreja Matriz de Santa Felicidade.

            Assim, em meio ao barro e as dificuldades, o Coral foi se desenvolvendo. Naquela época se chamava “Coral Santa Cecília”, e em 1986, mudou o nome após a lavratura dos documentos oficiais de criação da entidade.

            Logo após foi permitido a entrada das primeiras mulheres, e uma delas ainda faz parte do Coral, e foi ela quem propôs para o grupo usar um uniforme para se apresentarem, só que como eram trabalhadores da roça na plantação de vime e nunca usaram trajes sociais, não estavam acostumados, mas ela conseguiu que providenciassem camisa e calça social, e também os orientou sobre questões de postura nas apresentações.

            Por volta de 1993 a 1995, Alex era ainda um piazinho – nas palavras dele -, já vinha com seu pai e já era mascote do Coral. Seus pais, Belem e Anita Tulio, e sua filha Jéssica, que é a Diretora Cultural do Coral, participam ativamente das programações e empreendem esforços para difundir o trabalho do Coral e incentivar os jovens para participar.

            Alex falou sobre a dificuldade de manter o Coral e que procuram incentivar os jovens a participar despertando o interesse deles pela preservação da cultura.

            O Coral após se alojar em vários locais provisórios, atualmente está instalado em sua sede própria, e neste local, durante as entrevistas pudemos perceber o carinho, respeito e orgulho que todos os membros tem pela história do Coral, e estão mobilizados pela sua preservação e manutenção.

 

Imagens: Fernando Rodrigo Walenga Santos

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